Empréstimos para a compra de casa voltam a acelerar

By 15 Janeiro, 2020Notícias

Os bancos concederam perto de mil milhões em novembro, o valor de novo crédito à habitação mais elevado desde junho de 2018.

No verão de 2018, o Banco de Portugal meteu um “travão” na concessão de crédito à habitação, por motivos prudenciais quanto à saúde financeira das famílias e à economia do país. Mas os bancos decidiram, outra vez, meter “prego a fundo” neste negócio e, há três meses consecutivos que emprestam mais de 900 milhões de euros para esta finalidade. Em novembro passado chegaram aos 956 milhões de euros.

Os dados mais recentes do Banco de Portugal mostram que houve assim um aumento de 35 milhões de euros em novembro de 2019, face ao mês anterior, tendo sido atingido o valor mais alto registado desde junho de 2018.

No acumulado dos 11 primeiros meses do ano passado, os empréstimos para a compra de casa somam mais de 9.500 milhões de euros – uma subida homóloga de 6,4%. Só em 2010 se registou um volume agregado mais elevado, em termos comparativos.

A aposta da banca nacional na concessão de crédito explica-se, em parte, como uma forma de compensar as quebras de rendibilidade provocadas pela descida das taxas de juro para mínimos históricos – que acaba por se retroalimentar com o dinamismo do mercado imobiliário luso e melhoria da economia nacional.

E prova disso mesmo é que a generalidade do setor financeiro a operar no mercado nacional tem vindo a procurar estratégias para crescer no crédito à habitação, tanto por via da redução de spreads, como através de novas campanhas promocionais com condições mais vantajosas para quem transfira o crédito de outras instituições.

Em contrapartida, o Banco de Portugal dá a conhecer que o crédito ao consumo baixou em novembro. Apesar de ser, historicamente, um mês forte neste segmento – devido às compras de Natal – este ano foram financiados 466 milhões de euros para esta finalidade, um valor que ficou abaixo dos 526 milhões de euros emprestados em outubro.

Se for tido em linha de conta o valor consolidado dos primeiros 11 meses do ano passado, aí sim é evidente o apetite dos portugueses por este tipo de crédito. Pediram 4.744 milhões de euros, o que corresponde a um acréscimo de 11,3% face ao verificado em igual período de 2018 – o valor mais elevado desde 2004.

Já o crédito para outros fins atingiu 224 milhões, um montante praticamente em linha com os 226 milhões financiados um mês antes.

No total, as novas operações a particulares somaram 1.667 milhões de euros em novembro de 2019, enquanto em outubro foram financiados 1.709 milhões de euros. Somando os 11 primeiros meses do ano passado, os bancos concederam um total global de crédito de 16.347 milhões de euros às famílias, 10,2% mais que no mesmo período de 2018.

FONTE: Idealista